Artista - Angelo Agostini


Angelo Agostini (1843-1910)

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Angelo Agostini nasceu em Vercelli, Itália. Teve diversas funções, mas a que mais se destacou foi como desenhista. Aos 16 anos se muda para São Paulo com sua mãe, a cantora lírica Raquel Agostini.

Em 1864 deu início à carreira de cartunista, quando fundou o Diabo Coxo, o primeiro jornal ilustrado publicado em São Paulo, e que contava com textos do poeta abolicionista Luís Gama. Este periódico, apesar de ter obtido repercussão, teve duração efêmera, sendo fechado em 1865. O artista lançou, no ano seguinte (1866) o Cabrião, cuja sede chegou a ser depredada, devido aos constantes ataques de Agostino ao clero e às elites escravocratas paulistas. Este periódico veio a falir em 1867.

Mudou-se para o Rio de Janeiro e passa a colaborar no periódico O Arlequim, em 1867, e na revista Vida Fluminense, em 30 de Janeiro de 1868, publicou pela primeira vez a história infantil de sua autoria Nhô Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte. Esta publicação é comemorada anualmente, nesta data, como "O Dia Nacional dos Quadrinhos". 

Entre 1869 e 1875, trabalhou como colaborador na revista O Mosquito onde, em 1872, publicou uma caricatura satirizando a tela Passagem de Humaitá (1868), de Victor Meirelles (1832-1903). Fundou, em 1 de janeiro de 1876, a Revista Illustrada, um marco editorial no país à época, circulou até 1898, com 739 edições. Nela criou o personagem Zé Caipora (1883), que foi retomado em O Malho e, posteriormente, no periódico Don Quixote. Este foi republicado, em fascículos, em 1886, o que, para alguns autores, foi a primeira revista de quadrinhos com um personagem fixo a ser lançada no Brasil.

Em 1889 viajou para Paris e lá permaneceu até 1895. Nesse ano retornou ao Rio de Janeiro e fundou a revista Dom Quixote. Trabalhou na revista O Malho, em 1904, que tinha como grande colaborador e escritor, Olavo Bilac. Integrou a equipe fundadora da revista infantil O Tico-Tico, em 1905. Foi o criador da famosa logomarca da revista. Angelo Agostini Faleu em 1910, ao lado de sua família. Muitas publicações em que ele participou prestaram diversas homenagens ao grande artista.

Segue abaixo a relação dos periódicos publicados no Brasil, em ordem cronológica, em que Agostini teve participação:

(1864-1865) Diabo Coxo
(1866-1867) Cabrião
(1867) O Arlequim
(1868-1874) A Vida Fluminense
(1869-1875) O Mosquito
(1876-1898) Revista Illustrada
(1895-1903) Don Quixote
(1904) O Malho
(1905) O Tico-Tico
 
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